Interview: Get ready to dance, Throes + The Shine are here!

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Throes + The Shine are known for their fiery concerts and their ability to absorb influences, seeking new paths within dance music. With bpms reaching 140, their music is unsuitable for the faint-hearted. They just finished their fourth album produced by Jori Collington, where they joined forces with the mexican brothers Sotomayor, Mike El Nite, Selma Uamusse e Cachupa Psicadélica.

We caught Igor, Mob and Marco at a rehearsal where they played us some of the new songs. What an honor. The party was on. The music was so captivating that a friendly neighbour knocked on the door to join the fun. Tie your shoes and get ready to dance!

Throes + The Shine é uma banda do Porto composta por Igor Domingues, Marco Castro e Mob Dedaldino. Eles são conhecidos pelos seus concertos incendiários e pela sua capacidade de absorver influências, buscando novos caminhos dentro da dance music. Com bpms a roçar os 140, as suas músicas não são próprias para cardíacos. Acabaram de terminar o seu quarto álbum produzido por Jori Collington, onde uniram forças com os irmãos mexicanos Sotomayor, Mike El Niete, Selma Uamusse e Cachupa Psicadélica.

Apanhamos o Igor, o Mob e o Marco num ensaio onde eles tocaram algumas das novas músicas. Que honra. A festa começou. A música era tão cativante que um vizinho simpático bateu à porta para se juntar à diversão. Atem bem os sapatos e preparem-se para dançar!

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How did the two bands merged?

The two bands came together in 2010 in a fortuitous meeting on Plano B. However we only got together in 2011 to make music and things evolved from there. We have released three albums and we have undergone several changes in the bands formation, now consisting of Igor Domingues, Marco Castro and Mob Dedaldino.


Como é que aconteceu a fusão das duas bandas? 

A fusão das duas bandas aconteceu em 2010, num encontro fortuito no Plano B. Entretanto só nos juntamos em 2011 para fazer música e as coisas foram evoluindo a partir daí. Desde daí já lançámos três discos e sofremos diversas mudanças na formação da banda, sendo hoje constituída pelo Igor Domingues, o Marco Castro e o Mob Dedaldino.

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How does your creative process, usually, looks like?

It varies a little. In the preparation of this new album there was an involvement of the three in the process, but essentially the instruments begin with ideas that can either come from Marco or from Igor and then work together, with input from the three of us, until we arrive at a structure and lyrics that satisfies us. After that we take things to a producer so that we can also get an outlook of what we are doing, something that allows us to challenge ourselves and learn new ways of approaching the issues. This entire process takes months and many things are left in the way, but we feel more of evolved as artists.



Qual é, normalmente, o vosso processo criativo?

Varia um pouco. Na preparação deste novo disco houve um envolvimento dos três no processo, mas essencialmente os instrumentais começam com ideias que tanto podem surgir ou do Marco ou do Igor e depois trabalham-se em conjunto, com input dos três, até chegarmos a uma estrutura e letra que nos satisfaça. Depois disso levámos as coisas até um produtor, de forma a também conseguirmos ter uma visão exterior do que estamos a fazer, algo que nos permite criar um desafio a nós próprios e aprender novas formas de abordar os temas. Todo este processo leva meses e muitas coisas vão ficando pelo caminho, mas saímos dele com a sensação de termos evoluído como artistas.

How would you describe the sonority of the disc you are producing? How do you feel you have evolved since "Wanga"? What new sounds are in the album?

The new album is going to be a lot more mature and worked on than Wanga, although we feel very proud of our third album. In the production of this new album, we felt that our personal evolution has helped a lot, as well as spending the last month of it completely apart from the world, living in a villa in Palmela and recording in a studio attached to it.All the themes were composed between breaks from our tours, but then we isolated ourselves to record and improve everything, something that had never happened before. In previous recording processes we've always been in urban centers (filled with distractions), and it was only I (Marco) and Igor that were there a lot of the time. The fact that we were able to constantly exchange ideas in real time was very important.

Como descreveriam a sonoridade do album que estão a produzir? Como sentem que evoluíram desde “Wanga”? Que estilos novos estão a incluir no álbum?

O novo álbum vai ser bastante mais maduro e trabalhado que o Wanga, apesar de mantermos o nosso orgulho intacto em relação a esse nosso terceiro álbum. Na produção deste novo disco sentimos que a nossa evolução pessoal ajudou muito, assim como termos passado um mês completamente fechados do mundo, a viver numa casa de campo em Palmela e a gravar num estúdio anexo à mesma. Todos os temas foram compostos ao longo dos intervalos das nossas tours, mas depois estivemos os três isolados a gravar e a aprimorar tudo, algo que nunca havia acontecido antes. Nos processos de gravação anteriores sempre estivemos em centros urbanos (recheados de distrações) e só eu (Marco) e o Igor é que estávamos presentes grande parte do tempo. O facto de termos conseguido estar constantemente a trocar ideias, em tempo real, foi importantíssimo.

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Your stage clothing has also changed. From tropical clothing you’ve now opted for white, why?

We decided to break from the conception of what people would consider our creative universe. A kind of white screen for the people to imagine what best fits in those moments of celebration that we try to have in our concerts. In the future we will try other things and we will try to touch other aesthetics that escape from what is expected comparing to what was typically associated with our past. The truth is that our sound is in constant metamorphosis and the visual part has to follow this desire to change and experiment.

A vossa roupa em palco também mudou. De vestimentas tropicais optaram agora pelo branco, qual foi a razão?

Decidimos quebrar com a concepção do que as pessoas poderiam considerar o nosso imaginário. Uma espécie de tela branca para imaginarem o que melhor encaixasse nesses momentos de celebração que tentamos que sejam os nossos concertos. Futuramente iremos experimentar outras coisas e iremos tentar tocar em aspectos estéticos que fujam do que é expectável em relação ao que tipicamente era associado ao nosso passado. A verdade é que o nosso som está em constante metamorfose e a parte visual tem de acompanhar essa vontade de mudar e experimentar.


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What's the weirdest place you've ever played?

Perhaps the most bizarre was a private party threw to celebrate the anniversary of a Dutch coffee shop. It was in a small town in Holland and let's just say there was a cloud hovering around the club as well as a table completely jammed with gums: a good way to prevent those inconvenient munchies. But it was fun to watch the guys trying to keep up to the average 140 bpm of our tracks. I think they got around to 70, it was fun to watch those half-time dance moves.



Qual o sítio mais estranho onde já tocaram?

Talvez o mais bizarro tenha sido numa festa privada que visava celebrar o aniversário de uma coffee shop holandesa. Foi numa cidade pequena na Holanda e digamos que havia uma nuvem a pairar por todo o club, assim como uma mesa completamente atolada de gomas: uma boa forma de prevenir aquele munchie inconveniente. Mas foi engraçado ver o pessoal a tentar acompanhar os 140 bpm médios dos nossos temas. Acho que a malta foi ficando pelos 70, deu para ver ali uns moves de dança half tempo engraçados.

Can you think of any funny situation while you were on tour?

Maybe that moment when I’m at the backstage’s bathroom urinals and I hear a guy talking on the cell phone with an Australian accent in the cubicle and trying to (not to hurt any sensibilities) get a little lighter. You start to wash your hands, the cubicle door opens and it's Kevin Parker from the Tame Impala in flip flops. It can happen to anyone.





Conseguem pensar em alguma situação engraçada enquanto estavam em tournée?

Talvez aquele momento em que estás nos urinóis da casa de banho do backstage e ouves um gajo a falar ao telemóvel com um sotaque australiano no cubículo e a tratar de (sem querer ferir suscetibilidades) ficar um pouco mais leve. Começas a lavar as mãos, a porta do cubículo abre e é o Kevin Parker dos Tame Impala, de flip flops. Toca a todos.

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Do you get different reactions when you play in Portugal from the rest of Europe?

It’s not something we feel a lot. Even in countries where we’re told that people are not very effusive, we end up feeling that they have fun at our concerts. We prepare ourselves in that sense and try to create an environment where people can relax and feel comfortable to dance and have fun. The audience is part of our concerts, because we live a symbiosis of energy with them. We need to have fun to feel that we’re doing a good job and so we give it our all to achieve it.




Acham que o público reage de forma diferente quando tocam em Portugal ou no resto da Europa?

Não é algo que sintamos muito. Mesmo em países onde nos dizem que é costume serem um pouco menos efusivos, acabamos por sentir que as pessoas se divertem nos nossos concertos. É nesse sentido que os preparamos e tentamos criar um ambiente onde as pessoas consigam relaxar e sentirem-se à vontade para dançarem e divertirem-se. O público acaba por fazer parte do nosso concerto, porque vivemos uma simbiose de energia com eles. Precisamos que se divirtam para sentirmos que estamos a fazer bem o nosso trabalho e por isso damos tudo para conseguirmos esse resultado.

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What bands are you listening right now?

Igor: Fucked Up e Anderson Paak.
Marco: Vince Staples, Auntie Flo, Petite Noir, Nao e Marie Davidson
Mob: Migos, Queen, Childish Gambino, XXXTentacion




Que bandas andam a ouvir?

Igor: Fucked Up e Anderson Paak.
Marco: Vince Staples, Auntie Flo, Petite Noir, Nao e Marie Davidson
Mob: Migos, Queen, Childish Gambino, XXXTentacion

What are your favorite spots in Porto?

Igor: Sé, Passeio das Virtudes
Marco: Parque da Cidade
Mob: Jardim das Virtudes




Quais são os vossos sítios favoritos no Porto?

Igor: Sé, Passeio das Virtudes
Marco: Parque da Cidade
Mob: Jardim das Virtudes

What’re your go to karaoke musics?

Igor: Toy - Estupidamente Apaixonado
Marco: Marvin Gaye - Let’s Get It On
Mob: Quim Barreiros - Garagem da Vizinha






Estão no karaoke, que música escolhem?

Igor: Toy - Estupidamente Apaixonado
Marco: Marvin Gaye - Let’s Get It On
Mob: Quim Barreiros - Garagem da Vizinha


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Thank you so much to Igor, Marco and Mob for the time. We had a blast!
Special thanks to Daniela Correia for helping with the translation.




InterviewCarolina Castro